quinta-feira, 23 de maio de 2013




Indicação de site da semana: mangapark.com

Manga Park é literalmente o maior site de mangá que existe! Nunca vi nada parecido, tanto em abrangência quanto em organização. Eles não só têm praticamente tudo que foi lançado, como está tudo organizado em 52 gêneros diferentes, para dizer o mínimo. Digo isso porque pode-se ainda verificar por outras categorias, como Latest, Popular e Surprise!

Mesmo se você não gostar de quadrinhos japoneses deve fazer uma visita para conhecer melhor. Se você gosta mas não conhece mais do que o que há nas bancas, o site é imprescindível para você, que vai terminar se tornando um otaku.

O site está em inglês. Quem mandou não estudar?

Confira abaixo os 52 gêneros de que falei. Cuidado: alguns gêneros não são “seguros para o trabalho” (+18). No site, os troços para maiores de 18 anos estão marcados em vermelho, mas hentai – curiosamente – não está.


O mais interessante é que você nem sequer precisa baixar, pois pode-se ler tudo on-line.

Post Scriptum: Nem sei por onde começar!

quarta-feira, 22 de maio de 2013



Ontem percebi que não poderei manter a prestação do carro devido a novas dívidas que terei de contrair para viver melhor na minha nova residência. Apesar de ficar abatido naquele momento, já estou bem legal.

Estou legal porque sei que faço isso para o melhor imediato. Muitas vezes nos preocupamos tanto com o futuro que não vivemos o presente. O carro eu compro em uma outra hora.

Também não acho que meti os pés pelas mãos adquirindo uma dívida que eu não poderia pagar. Eu podia pagar, mas aí apareceram novas “responsabilidades fiscais” imprescindíveis ao bom andamento da minha casa. Isso não só vai fazer que a minha esposa e filhas fiquem melhores por lá, como vai preparar terreno para a visita de parentes e amigos e vai , também, me dar conforto.

É uma troca de um tipo de conforto por outro. Mas a troca é temporária, uma vez que ainda compro essa porra de carro!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Zen Pencils com traduções oficiais! Uma vez por semana vou postar aqui o trabalho de Gavin Aung Than com traduções de Érico Assis e Fabiano Denardin.



Post Scriptum: bem que eu me escalei para a tradução, mas não deu :(

segunda-feira, 20 de maio de 2013


Juízo Final – Parte 4 – As regras

Depois do isolamento a luz de um novo dia os atingia em cheio. Os olhos doíam, mas estavam todos agradecidos. Foram imediatamente conduzidos a uma sala localizada em uma área restrita a funcionários. Todos os ocupantes do DB da Cidade Nova estavam naquele local.

Menos o homem doente que estava no frigorífico com Luiz e a família sob seus cuidados. Esse nunca mais foi visto ou ouvido.

- Muito bem – começou o Gerente – Vocês precisam conhecer as regras. Aqui mandam os funcionários do DB. Vocês estão aqui por uma cortesia nossa, portanto precisam se comportar como convidados. Vamos manter vocês enquanto pudermos, mas terão de trabalhar. A maioria dos nossos homens trabalha na segurança e eu na coordenação, vocês irão fazer outras funções. Não serão funções fixas: vocês serão “faz-tudo”. Eu mando e vocês obedecem. Se algum dos funcionários pedir algo para vocês, obedeçam, porque provavelmente têm meu aval. Se não puderem seguir esses comandos simples irão ser expulsos. Fui claro?

Houve um momento de silêncio onde todos pesavam os prós e contras. Não durou muito, pois o Gerente repetiu bem mais alto sua pergunta. Todos concordaram, mas Luiz notou que um dos guardas mais jovens, um com cara de galeroso, olhava cobiçosamente para a menina mais velha do finado Ismael. Imaginava que tipo de trabalho esse funcionário iria pedir para a garota desempenhar.

Nos próximos dias tomou mais cuidado com as garotas. Falou com a mãe e a avó delas de suas especulações, mas estas sempre estava cientes de que eram “carne fresca” naquele lugar. A garota mais velha tinha 14 anos e isso podia fazer com que ela mesma procurasse ter sexo com um dos funcionários mais jovens. No mais os dias se passavam com limpezas, verificações de barricadas, serviços na cozinha e verificações do estoque de alimentos. Com a energia há muito tendo acabado, tudo o que era perecível se fora. Carnes, iogurte, queijo... tudo isso não existia mais e se imaginava que jamais se conseguiria de novo, mas Dona Maria Antônia lembrava que ainda existia gente que sabia caçar, pescar e preparar a caça, de modo que deveria haver também gente que ainda produzia até vinho.

O pior de tudo era a falta de informação. Trancados ali, sem TV ou Internet, não se sabia a extensão do estrago. Isso estaria acontecendo em todo o mundo? Como estariam lidando com isso, digamos, no Oriente Médio ou em Serra Leoa, onde as pessoas aprendem a atirar antes de amar? Estriam desenvolvendo uma vacina em algum lugar do mundo? Estariam os EUA prontos para bombardear países vizinhos para evitar a entrada de zumbis pelo México e Canadá? Estaria um lugar tão frio quanto o Canadá infestado de mortos-vivos ou eles simplesmente congelariam?

Luiz sentia muito mais falta, no entanto, da diversão que a Internet podia proporcionar. Em Manaus esse serviço nunca era muito bom, mas dava para se assistir filmes e seriados, ter videogames e entrar num chat a qualquer momento, mesmo por celular. Agora nem a função básica do celular – ligar para alguém – era possível. Sem bateria, não podia nem mesmo olhar as fotos da viagem à Fortaleza que fizera com seu namorado no ano anterior. O relacionamento entre eles acabara muito antes dos mortos voltarem para tomar o mundo dos vivos de assalto, mas agora percebia que ainda gostava dele.

A comida boa estava acabando. Aquilo que estava com o prazo de validade por vencer ou vencido há poucos dias era comido pelos “convidados” e a comida boa ficava pros funcionários. Se alguém tivesse que ficar doente, que fossem os que chegaram por último, invadindo. Os “donos” do lugar deveriam estar sempre saudáveis. Mas quando percebessem claramente que a comida iria acabar, o que fariam?

Não demorou muito para descobrirem.

Aproximadamente dez dias depois de chegarem ao DB da Cidade Nova ficara claro que a comida não duraria mais uma semana, mesmo com racionamentos. O estoque estava baixo quando tudo começou. O Gerente chamou todos à mesma sala em que aconteceu a reunião seguinte ao isolamento no frigorífico. Sem rodeios, disse que precisavam de mais comida, bebida e outros possíveis suprimentos, como remédios e até gasolina para o gerador. Ele havia escolhido algumas pessoas para irem ao exterior buscar esses bens de consumo e Luiz estava entre eles, mas o resto da família não. Dona Maria Antônia disse que ela e sua família precisavam de Luiz e que este não poderia ir e deixá-las desamparadas, ao que o Gerente disse que todos tinham de se sujeitar às regras. Nesse ponto, Antônia simplesmente reuniu sua família num pequeno círculo e começaram sua própria reunião. O Gerente ainda protestou por elas não estarem prestando atenção ao resto na conversa, mas a velha simplesmente o olhou abanou a mão direita num gesto de “me deixe em paz”.

Luiz ficou realmente emocionado pela consideração de Dona Antônia. Pensava na morte certa que o aguardava lá fora e que dificilmente encontrarias qualquer coisa, que se encontrasse não deveria estar bom e que se tudo isso fosse possível ainda teria de voltar em segurança pro interior do supermercado. Achava praticamente impossível que tudo saísse bem e imaginava que o melhor seria seguir seu caminho e ir para um outro lugar, pois seriam imediatamente seguidos por uma manada de mortos-vivos que o impediriam de dar a meia-volta aonde quer que fossem. Nem prestava atenção à conversa do Gerente.

Foi despertado do seu estupor quando Dona Maria Antônia interrompeu o monólogo do Gerente dizendo que iria com o grupo ao exterior.

CONTINUA SEMANA QUE VEM.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

TODAS AS MORTES CAUSADAS PELO JASON!

Clique para ampliar

Temos aqui também um quadro comparativo que mostra que Jason é o slasher definitivo.

Post scriptum: não, não sou fã.

quarta-feira, 15 de maio de 2013


Depois de passar algum tempo num quarto da minha querida sogra finalmente estou de casa nova. Alugar essa casa não foi nada fácil.

Se pudesse escolher qualquer lugar, por qualquer preço, não seria difícil, mas quando você vai alugar SEMPRE tem de levar em consideração alguns fatores: localização, acessibilidade, número de quartos e preço. No meu caso os fatores descritos funcionavam como se segue.

·       Localização – tinha de ser na Cidade Nova ou bairros próximos do Hiper DB de lá, pois a Maria Márcia estuda no Celus e seria muito complicado mudar para outro colégio no primeiro bimestre.
·       Acessibilidade – Ainda não temos carro, então transportes escolares que levam ao Celus precisam estar disponíveis.
·       Número de quartos – Precisava ser dois, sendo um pra mim e a Bonitona e outro para as crianças. O Max (meu derradeiro garotinho) vai dormir com a gente durante algum tempo.
·       Preço – Média de R$ 700,00, pois com outras contas como transporte, luz, água, gás, comida, Internet e TV à cabo eu não poderia pagar muito mais.

Levei literalmente MESES para encontrar o lugar ideal... e aí PERDIA o lugar ideal.

Uma vez uma senhora nos levou – eu e a minha esposa – à casa que estava para alugar à noite. A luz estava desligada, pois há quatro meses não se via clientes por lá, daí tivemos de ver tudo com a ajuda de uma lanterna. O lugar era muito bom, a senhora iria inclusive nos deixar móveis embutidos na cozinha e num dos quartos. A casa era muito espaçosa, a água (de poço) era inclusa, os dois quartos eram suítes com box de vidro nos banheiros. Tinha Internet wireless por rádio. Como se isso não bastasse, era apenas R$ 800,00 por tudo isso. Eu disse que queria a casa. Paramos de procurar. Eles começaram a se organizar para nos ceder o lugar (que ainda tinha coisas dos donos). Uma semana antes de mudarmos, ela (a senhora que nos mostrou o lugar) nos informou que a mãe do marido dela disse para o marido dizer para a senhora para nos dizer que não queria gente de fora da família morando lá.

Em outra ocasião havia um lugar muito bom (nas fotos). Fomos visitar no dia seguinte ao anúncio, visto na Internet, e o lugar havia sido alugado já. Mas como era tão longe quanto o Sol não poderíamos morar por lá mesmo.

Antes disso havia visto uma casa muito boa: dois quartos, perto da minha sogra – que certamente vai nos ajudar com o Max – água e luz inclusos (taxa paga às empresas), árvores dando sombra ao redor, várias reformas e mesmo móveis deixados para nós na mudança da família que morava por lá. Tudo por R$ 850,00. Dois dias antes de nos mudarmos, o homem da casa me liga informando que resolveu vender a casa.

A maior parte das casas que eu olhei nem sequer chegava perto disso. Eram mal-localizadas, horrorosas, escuras, desconfortáveis, tinham problemas estruturais, esgotos abertos por perto, apenas um quarto, eram caras demais pelo tamanho ou qualquer coisa assim.

Fui corretor de imóveis durante certo tempo da minha vida e por isso mesmo sei avaliar um imóvel. Quanto mais olhava, mas ficava impressionado pela falta de noção das pessoas em dar um valor decente no aluguel. Aprendi com anúncios na Internet sem fotos que não adianta visitar o imóvel, pois geralmente é má fé: o motivo de não haver fotos é que o imóvel não faz jus à descrição. Pior que tudo isso eram os telefones para contato, pois as pessoas simplesmente não atendem os mesmos no domingo (dia em que geralmente saem os anúncios deles no jornal).

Hoje, com uma casa alugada – a primeira que eu alugo, pois aluguei diversos apartamentos antes – venho aqui dar dicas para vocês que vão procurar um canto para morar.

1º Vá atrás do que você quer – Não aceite nada menos que isso, dentro das suas possibilidades. Pode ser difícil no início, mas você vai encontrar algo ideal com alguma flexibilidade. Claro que com algum dinheiro você pode encontrar algo realmente bom, mas sem muito para gastar também é possível ter os quatro itens indispensáveis: localização, acessibilidade, número de quartos e preço.

2º Verifique tudo – Ao visitar um imóvel teste as luzes, as torneiras, as janelas e as portas. Qualquer mal funcionamento deve ser explicado. Se não tiver uma boa explicação, pule fora. Se te disserem algo como “pois é, tá quebrado, mas é só consertar” você responde algo como “OK, mas vou descontar do aluguel” e observe a resposta do locatário. Problemas demais são sinais de que outras coisas aparecerão quando estiver morando, então não alugue. Verifique ainda o tamanho dos imóveis contando a cerâmica no chão, que tem tamanho padrão e normalmente variam de 30 a 40 cm. Compare com o seu pé para ter noção do tamanho. Um quarto decente, para um casal ou uns três filhos pequenos, tem algo em torno de 7,5 m² (ou 2,5 x 3 metros) no mínimo. Outras coisas a se evitar: banheiro na cozinha, rios ou esgotos abertos próximos, mata próxima, goteiras, poucas tomadas, ausência de instalação para condicionador de ar, vizinhos barulhentos, bares próximos, ruas escrotas e por aí vai.

3º Pergunte tudo – Não saia de lá com alguma dúvida. Você não deve fechar negócio na hora. Veja suas opções em casa, depois de visitar várias casas/apartamentos, com calma e conversando com quem vai morar com você. Mesmo as crianças podem dar boas idéias. Se interessar, ligue no mesmo dia, à noite, para fechar o negócio. Outras coisas que você pode conversar: se reformas na casa poderão ser realizadas por você (com autorização prévia) e se vai rolar desconto no aluguel.

Seguindo esses passos simples consegui alugar uma casa com pátio gramado na frente, quintal capinado de 60 m² nos fundos, dois quartos, muros de 4 metros de altura, pé direito alto, portão de alumínio, garagem coberta, passagem lateral para os fundos, vizinhança tranquila, rua ampla e sem buracos, banheiro em frente aos quartos com pia de mármore, distante 10 minutos do Celus (de carro), pintura completa com menos de uma semana e possibilidade de desconto em reformas. Tudo por R$ 700,00 com água e luz inclusas (tachado pelas empresas, sem “gato”).

À você que procura seu lugar ideal, desejo boa sorte!